domingo, 10 de junho de 2012

Quem é você? Onde estou?

Uma situação cada vez mais comum no trânsito é a seguinte: O sinal abre e o carro que está à sua frente não arranca. Você dá uma buzinadinha, mas o motorista distraído não atende, está com a cabeça baixa. Logo, outros motoristas estão buzinando. O sujeito da frente, por fim, percebe que está trancando a via, arranca o carro, mas não sem antes baixar a cabeça por mais alguns segundos, para terminar o que estava fazendo ao telefone.

Mas não é só no trânsito que os telefones com acesso à internet atrapalham.

Dia desses, entrei no motel Verona, para largar um casal. Quando estava dando a volta no pátio, saiu uma mulher de dentro de um dos apartamentos fazendo sinal para meu táxi. Parecia atordoada. Ela embarcou e pediu que eu tocasse urgente para o motel Veneza. Vamos lá.

Sem saber se ria ou se chorava, ela contou-me a confusão em que havia se metido. Disse que tinha embarcado em um táxi e pedido ao taxista que a levasse até o motel Veneza. Logo que o carro partiu, ela disse que entrou na Internet pelo celular. Baixou a cabeça, distraída, e não viu mais nada. Quando deu por si, estava na entrada do motel. Disse ao porteiro que estava sendo esperada no apartamento 22 e foi autorizada a entrar.

Minha passageira contou que pagou o táxi e entrou no apartamento. Lá dentro, deparou-se com um homem pelado a aguardando com uma taça de vinho na mão. O problema é que aquele não era o seu namorado! Nunca tinha visto o sujeito mais gordo!!

Passado o susto, veio a explicação: o taxista tinha enganado-se de motel. Distraída com o telefone, ela não viu que estava entrando no motel errado, no quarto de um estranho, que, por coincidência, também esperava por sua namorada. Vergonha!

Deixei minha passageira no motel certo. Por garantia, seu namorado a estava esperando em frente ao apartamento... mexendo no celular. Enquanto me pagava, ela confessou que preferia que ele a estivesse esperando com uma taça de vinho.

6 comentários:

vidacuriosa disse...

Já se foi o tempo em que o homem levava a mulher para o motel. Hoje ela vai sozinha e o encontra lá. Faz me lembrar um amigo sovina que marcava encontro com a namorada "dentro" do cinema para não precisar pagar o ingresso.

Inaie disse...

hahaha... se arrependeu de ter escapado do peladão do motel anterior!!

Motel de taxi prá mim é novidade. Nunca tinha ouvido falar. tempos modernos, tempos modernos!

Bah disse...

Nossa, quais as chances de isso acontecer de fato em SP? auhauaua

Kisu!

Rafael Perfeito disse...

Confesso que tava lendo essa e pensando que não era das suas melhores. rs. Mas o GRANDE detalhe estava guardado pro final.
Adoro essas últimas frases potentes que são uma surpresa e dão outro sentido ao texto. ;)

Elaine disse...

Também adoro os pontos de virada no fim dos relatos! =)

Clarice disse...

Essa Itália que dá nome a tanta coisa!!!

Imagine se a namorada do peladão chega na hora, hein?

Já celulares...o meu tem dia que nem sei onde está, vencem os créditos e quando entro no carro ele segue desligado na bolsa. É uma neurose esse acessório. Distrai e mata.
Beijos.