segunda-feira, 18 de maio de 2009

Um filho pra chamar de seu

Meu colega Edir Carruíra pegou uma passageira em frente ao Hospital Santa Casa, no portão do Sus. Era uma mulher humilde com um bebê recém-nascido no colo. Uma cena típica de saída de hospital público.
Fosse o portão de um hospital chique, aquele momento seria cercado de festa, com direito a roupinha bordada, sapatinhos de crochê, papai ajudando a carregar a bolsa com motivos infantis e, quem sabe, até um buquê de flores para saudar a chegada do filho. Mas ali não havia nada disso, era só uma mulher mal vestida com um bebê enrolado em uma colcha da própria Santa Casa.
A passageira pediu que Carruíra tocasse para o Bairro Glória. Não parecia disposta a conversa. Quando o taxista, tentando puxar assunto, perguntou se era o primeiro filho, ela simplesmente disse que não, e ficou quieta. Chamou a atenção também o fato de a mulher ter colocado a criança deitada no banco, ao seu lado. No colo, ela levava uma sacola, de onde tirou uma bíblia, que começou a ler.
Na Avenida João Pessoa, a mulher pediu que meu colega parasse um momento em uma farmácia. Ela disse que só ia comprar um remédio e seguiria adiante. Carruíra parou bem em frente a tal farmácia. A mulher desceu, deixando a criança no táxi.
Enquanto aguardava, o taxista distraiu-se observando pelo retrovisor uma viatura da polícia que tentava abrir caminho pela avenida congestionada. Quando o carro da polícia finalmente passou, meu colega voltou a olhar para dentro da farmácia, mas a passageira já não estava mais lá. Assustada com o barulho da sirene, a mulher tinha saído porta afora e fugia correndo pela calçada!
Carruíra alcançou-a duas quadras adiante, imobilizou-a e chamou a polícia. Os agentes que atenderam a ocorrência disseram que toda a polícia estava à procura da mulher, que havia sequestrado um bebê no Hospital Santa Casa.
PS: Pessoal, essa é uma história de ficção, baseada em um depoimento de um taxista como eu, o Carruíra, que adora contar vantagem. A Hospital de Santa Casa de Porto Alegre é uma referência na assistência em saúde na América Latina. Um hospital de excelência tantos nos procedimentos médicos quanto nas questões de segurança.
A assessora de imprensa e publicações da Santa Casa, Graciele Garcia, lembra que não consta nos registros da Maternidade Mário Totta da Santa casa, um caso sequer de seqüestro de criança, tranqüilizando as pacientes/clientes da instituição.
É isso, pessoal, longe de mim deixar alguma gestante angustiada, ou arranhar a irretocável imagem do Hospital de Santa Casa de Porto Alegre.

23 comentários:

Anderson disse...

Se conseguiram pegá-la foi o final que deveria ter tido.
Ela mereceu.
Excelente semana!

Adro disse...

Castro...
Imagina o desespero da família que foi vitima do seqüestro do seu recém nascido...
Seqüestro é um crime mto covarde... O que não falta nessa vida são covardes sem caráter.
Abraços e boa semana.

Mari Lopes disse...

Que coisa horrível. Ainda bem que prenderam a mulher.
Vocês hein, passam por cada uma...

Anônimo disse...

Taxista e herói! Bj

Lelê Maria disse...

Foi de verdadinha isso?
Bah! Que coisa, não?
Tem medo mas não tem vergonha.

muá!

Dona Baratinha disse...

Olha Castro, cada vez que leio esse blog mais impressionada fico com situações que os taxistas passam. Incrível!

Beijos

Dirceu disse...

Nossa... que história fantástica... ainda bem que terminou desse jeito.
Cana nela!

Eliana disse...

Caraca! Parece roteiro de novela mexicana! Barbaridade!

Anunciação disse...

Mas que salafra!Ainda bem que foi presa.

luka disse...

Nossa, quase que ele ganha um problemão!!!! bem feito pra ela, ser presa era o minimo que ela merecia. Bj.

Tiago Medina disse...

Que história, hein?!
Que bom que teve final feliz pelo jeito.

abraço

Isabel disse...

Nossa que sorte, que encontraram a criminosa!!!

Gorby disse...

Infelizmente em Portugal também acontecem muitos casos destes que nos chocam e nos fazem ficar de boca aberta a pensar como é alguém capaz de "roubar" uma criança a uma mãe!

Abraço!

Nana disse...

Bah, tive bebê ano passado e na primeira noite a enfermeira levou ela para fazer um exame de acompanhamento, fiquei super angustiada imaginando se era isso mesmo ou se minha filha estava sendo sequestrada. Ainda bem que era só o exame e ela voltou sã e salva. :)
Mas se aparece uma louca dessas pra roubar o bebê, a gente nem consegue fazer nada, pois mal consegue se mexer. Baita covardia.

Silvia disse...

Que herói esse seu amigo Carruíra!!!!

Dalva M. Ferreira disse...

Tinha que matar uma salafrária dessas!

Karin disse...

Poooxa...herói esse taxista...Parabens a ele e cadeia pra ela.Ótima semana.

Cyro disse...

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Clarice disse...

Mauro, entre tantas criminosas, essa é a que causa mais tristeza. Fico imaginando o desespero de pais que perdem filhos assim.
Aquele meu lado boazinha acha que pessoas com esse shape deveriam ir para manicômios.
Pior, bem pior que isso são os pais que vendem os filhos, ou como aconteceu recentemente em SC, uma mãe que deu uma filha de 3 anos como garantia de uma dívida.
Se a gente olhar pelo mundão que nos cerca, é uma barbaridade só.

Falando em coisa boa, viu que no RJ estão criando o adesivo "Taxista Boa Praça"?
Você ganhava um de cara!
Abraço.

Paula disse...

Nossa, ainda bem que prenderam essa louca. Coitada da família da criança. Seu colega foi um herói.

caminhosdalu disse...

Ui...q coisa! A gente nunca sabe o que outra pessoa acabou de fazer... quando que tu vai imaginar que ali tem uma pessoa sequestrando filho de outro! ...que horro...haja gente ruim no mundo...
abraços
Luana

Baztos disse...

Impressão minha ou o "PS" foi escrito depois, ou seja, nao no mesmo dia da postagem do conto?

LUIZ GNZ disse...

Mauro:

Provavelmente seja mesmo uma estória FICTÍCIA por parte do seu colega EDIR CARRUÍRA.

Como voce mesmo comentou que ele adora contar vantagem, é bem provável que seja mais uma...( Risos ).

Talvez ele tenha somente tido a intenção de dar uma de herói, contar vantagem...

Mas na realidade, MAURO, isso costuma acontecer sim, RAPTOS ( e não SEQUESTROS ), Furto, Subtração, de Recém Nascidos, principalmente em Maternidades Públicas, não é tão incomum quanto possa parecer.

Acontecem SIM...!!!!!!

Uma lástima....

Mas que a estória é intrigante realmente ela é...

Grande abraço..!!!!!

LUIZ GONZALEZ - ( LUIZ GNZ )

www.clubesdv.com/luizgnz