domingo, 9 de fevereiro de 2014

Problemas a bordo

Na saída de um shopping, o ponto de táxi registrava uma longa fila de espera. Estranhamente, a poucos metros dali, um táxi vazio. O motorista, sentado ao volante, apenas observava o ponto lotado, não parecia disposto a trabalhar. Irritado, um dos homens da fila resolveu tirar satisfações com o taxista malandro.

O homem não precisou pedir, o taxista abriu a porta e convidou-o a entrar. Sabendo que estava sendo observado pelos outros integrantes da fila, o homem explicou que não seria justo embarcar, que não era sua vez, que ele queria apenas que o taxista encostasse no ponto e apanhasse a mulher que aguardava em primeiro lugar. O taxista explicou que estava com problemas a bordo. Pediu que o homem embarcasse e lhe ajudasse.

Dentro do táxi, alguma coisa parecia estranha. O taxista, um senhor de idade avançada, achava-se constrangido, media as palavras para explicar a situação. Enquanto ele falava, um som sensual, permeado por gemidos, saía dos alto-falantes do táxi. Este era, justamente, o problema.

O taxista contou ao homem que, na corrida anterior, uma passageira bêbada sentou-se no banco da frente do táxi. Ao ver que o o veículo era equipado com DVD, ela resolveu assistir a um filme pornô que trazia na bolsa, que, segundo ela, usava quando atendia seus “clientes”. Acontece que a mulher saiu do táxi correndo, sem pagar, e deixou o filme rodando.

O velho taxista explicou que não sabia mexer naquele aparelho, não sabia desligar, sequer baixar o volume, só quem mexia naquilo era o motorista da noite. Tudo que conseguiu foi colocar uma folha de jornal sobre a tela, mas que, daquele jeito, não tinha como pegar a mulher que estava na ponta da fila.

Ao retirar o jornal que cobria a tela, o homem levou um susto. O filme mostrava a bizarra relação entre um anão e um grupo de freiras! Os nervos do idoso taxista só se acalmaram quando o aparelho foi finalmente desligado e ele voltou a trabalhar.

3 comentários:

Eduardo P.L. disse...

Pode ser até verdade, mas a ficção ainda fica devendo à realidade...

ricardo garopaba blauth disse...

a gente morre um dia sem ver tudo........mauro...mauro.....

Inaie disse...

Tadinho do taxista! E das freiras...