segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Aaatchim, tosse, tosse. Desculpe!

A gripe A, vírus influenza H1N1, chegou a Porto Alegre. No meu táxi, não se fala de outra coisa. É um tal de influenza H1N1 pra cá, influenza H1N1 pra lá. Um pandemônio, digo, uma pandemia.
Uma doença com um nome complicado desses causa mais medo ainda nas pessoas. Se tivesse ficado gripe suína, seria muito mais simples.
Como a população aprendeu o nome científico, parece que todo mundo entende de medicina. Embarcam no táxi enchendo a boca: “Influenza H1N1”. Eu não aguento mais ouvir falar disso.
O governo, por sua vez, trata de aumentar a confusão. Em uma decisão polêmica, a Secretaria da Educação prolongou as férias escolares, atitude criticada pelo Ministério da Saúde.
Sem ter o que fazer em casa, as crianças acabam indo para shoppings, cinemas e lan houses, que são muito mais perigosos do que as salas de aula. Quem está adorando tudo isso é minha filha, que passa os dias vendo televisão e mexendo no computador.
Minha passageira psicóloga disse que seu paciente que tem mania de lavar as mãos a cada cinco minutos, agora, está lavando a cada 30 segundos. E com álcool! Os casos de transtorno obsessivo compulsivo (Toc) devem aumentar.
Meu colega Hermann está trabalhando de máscara cirúrgica. Em dias de frio, ele ainda coloca um capuz na cabeça, fazendo jus ao seu apelido de Hermann, o monstro. Apavorado com a gripe, ele acabou perdendo a namorada, pois queria beijá-la de máscara. Disse que as gotículas de saliva são o principal agente de transmissão do vírus. É difícil o amor em tempos de influenza H1N1.
Mas o importante é manter a calma e se prevenir. Evitar locais fechados com aglomeração de pessoas. O Taxitramas e o Ministério da Saúde advertem: andar de ônibus e lotação pode ser prejudicial à saúde. Vá de táxi!

20 comentários:

Anderson disse...

Com certeza! Os taxis são muito mais seguros!
Eu não tinha parado para pensar nessa consequencia das crianças sem aulas!
Excelente semana pra vc!

Mari Lopes disse...

Eu também não aguento mais falar e ouvir sobre a gripe. Mas a coisa tá feia, hein? Não é uma gripe comum, os médicos estão apavorando o povo...

Gabi disse...

Eu também não aguento mais esse papo de gripe suína,mas tomo minhas precauções. Para ir ao trabalho todo dia (pq faculdade foi adiada indefinidamente...), vou de táxi mesmo. Me sinto mais segura, mas tá me dando um prejuízo...hehehe. Um beijão!

Cristiane A. Fetter disse...

Ha ha ha, vá de táxi é ótimo.
bjks

karin disse...

É verdade...mas não podemos facilitar e pensar que só acontece com o vizinho.Tomo minhas precauções tbm,já que trabalho em consultório médico.E com esse frio que ta fazendo as pesooas deixam as janelas dos onibus fechadas.Ir de táxi...boa idéia rssr.Abraços.

Clarice disse...

Pois é, vizinho de gripes e ventanias, e quantos morreram de gripe comum, de tuberculose, de infarto, de descaso?
Também já ando sacuda dessa conversa! O pior é que circula um e-mail com a mensagem de uma suposta enfermeira que desanda com a confiança de qualquer bobo que acredite no que lê.
Com o vento sul que tem aqui o vírus passa encolhido e nem para. Por via das dúvidas, estou ajudando a dar lucro aos cultivadores de alho, de mel e de uvas. No mais é ficar em casa de papo pro ar, igualzinho à Bruninha e à frau.
Abraços

Eliana disse...

Hahahaha! Ótima campanha! Vá de táxi!

E eu, que sou professora, estou parada, sem trabalhar.. me pergunta se eu estou gostando??? Claro que não, tô vendo que vou ter que sacrificar meu fim de ano... tsc tsc tsc.

Obrigada pela visita dominical! rs

Abraços!

**** disse...

Muito bom seu blog... Cheguei até ele a partir do grande camarada Guga... Gostei do seu conteúdo.
Abraços!

Tita disse...

Hehehe... deve ter sido uma bela empreitada, ao menos... Obrigada pela visitinha, Mauro. Nem preciso mais dizer que estou por aqui. Abraço!

Cadinho RoCo disse...

Neste Governo desgovernsado não dá é para acreditar em nada. Jeito é se prevenir sem neuras.
Cadinho RoCo

Anunciação disse...

Odeio esse nome de gripe suina.E não esqueça de passar alcool nas maçanetas,pelo menos;tou falando sério.

Telma disse...

Oi Mauro, é a primeira vez que visito o teu blog e estou a gostar muito de ler o que escreves, já ri bastante com as coisas do teu quotidiano, rsrs. Concerteza virei mais vezes. Um óptimo dia para ti. Beijinhos

Tássia Jaeger disse...

Gostei da campanha Mauro!!! rsrsrs Fazia tempo que eu não passava por aqui. Reli tudo que estava atrasado, uma loucura...

Sobre aquele trabalho que ia precisar de ti, não rolou, não aceitaram que eu falasse sobre literatura de blog. Disseram que não é jornalismo. Puta injustiça,sendoque poderia ser sobre Comunicação Social, mas deixe estar, na faculdade de Letras ainda o farei e te chamarei com certeza, só mais uns aninhos...brigadão!!!

Germano Xavier disse...

Sempre nos surpreendendo , professor.

Texto inteligente e sarcástico-cômico.

Abraço forte.
Estou sempre de olho.

Continuemos...

EDUARDO POISL disse...

De tudo ficaram três coisas...
A certeza de que estamos começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que podemos ser interrompidos
antes de terminar...
Façamos da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro!

Fernando Sabino

Hoje passei pra deixar um poema para refletir e desejar uma semana linda com muito amor e carinho.
Abraços.

Kell disse...

Até eu que já tinha superado essa mania de lavar mão toda hora, estou quase voltado ao velho hábito.
Tristeza!

Lele =D disse...

é verdade essa historia da gripe está tumultuando tudo mas adorei a sua postagem está muito boa e bos faz um grande alerma de uma forma diferente ! Amei, está muito bom ! Pena q seja um tema tão assustador agora, mas o texto está otimo ! beijos !

Luca disse...

Gostei do marketing! xD

luck disse...

VÁ DE TAXI!!!!MUITO BOA
POIS ATÉ EU QUE SOU MANICURE ,ESTOU NO PREJUIZO POR CAUSA DESTA GRIPE.
ADOREI PASSAR POR AQUI

igorlluz disse...

Boa essa Maurão,mas aqui em Floripa ,onde eu moro na praia não tem táxi temos que andar de onibus ,falou abração